Os 10 álbuns mais marcantes de 2019

2019 foi um grande ano tanto para as figurinhas carimbadas, como para aquelas que ainda estão em ascensão no mundo da música. No âmbito nacional, surpresas vieram de todos os estilos e cantos do Brasil. No cenário internacional, teve gringo brincando com o Rap e o Gospel.

Não há dúvidas de que o balanço geral foi bom, mas para facilitar a sua vida na hora de relembrar os grandes momentos musicais desse ano, pensamos em uma lista com os 10 álbuns (nacionais e internacionais) mais marcantes de 2019. De Billie Eilish a MC Tha, esses são os nossos escolhidos.


“Jesus is King” – Kanye West

Sempre nos holofotes, o Mr. West não deixou o ano de 2019 passar em branco. Como prometido – e bota prometido nisso – o rapper lançou este ano seu aguardadíssimo álbum “Jesus is King“, onde projeta uma fase com um viés bem mais religioso. Com letras de adoração e superação, o artista continua a quebrar paradigmas e se lançar cada vez mais de cabeça em novas possibilidades.

E não é que deu certo?



“When We All Fall Asleep, Where Do We Go?” – Billie Eilish

Com somente 18 anos de idade, a cantora Billie Eilish fez um verdadeiro furdunço da industria fonográfica. Se desprendendo de preceitos do que levam a musica pop, a ser pop, Billie junto de seu irmão Finneas, idealizaram em um simples quarto e quase de forma caseira, o que viria a ser o disco “When We All Fall Asleep, Where Do We Go?”. Chamando atenção pelo estilo e pela voz suave, a cantora deixa sua marca em 2019 da maneira mais surpreendente possível.


“Crux” – Apeles

Crux“, projeto encabeçado pelo músico Eduardo Praça, é sem sombra de duvidas um dos projetos mais bonitos deste ano. Delicado em sua execução e na forma como distribui suas emoções, Praça quê trabalha aqui sob o nome de Apeles, destrincha em forma de música suas memórias mais marcantes. Essa crônica é muito bem costurada pelo músico através de letras melancólicas, promovendo uma imersão quase palpável.



“Assume Form” – James Blake

Da melancolia a pura felicidade. Foi com muita surpresa que recebemos o quarto disco de James Blake, “Assume Form“. Com uma tonalidade totalmente diferente de seus outros projetos, Blake atacou este ano de homem apaixonado. Isso mesmo! Aqui tudo são flores. Com beats muito bem assertados e dignos de uma trajetória muito bem traçada pelo músico, é de se espantar – de forma genuinamente boa – o que foi realizado aqui.


“Morri de Raiva” – BRVNKS

Emanando as angustias de uma juventude, Bruna Guimarães encabeça o projeto BRVNKS. Com uma mistura de indie e punk, a cantora lidera uma verdadeira onda de refresh a cena musical independente do país. Com referências que vão claramente de bandas como Wavves, Pavement e Best Coast, a banda goiana reflete em letras “supostamente” bobas, o turbilhão de emoções que vivemos de formas tão distintas.


“Rito de Passá” – MC Tha

Comigo ninguém pode, porque meu santo é forte…” canta MC Tha. E é verdade! Expondo um dos trabalhos mais completos de 2019, a cantora paulista e orgulhosamente umbandista, promove em seu “Rito de Passá” a maior definição da música brasileira este ano. Fazendo uma mescla que dá muita liga entre a MPB e o Funk, a cantora apresenta uma projeto ímpar, demonstrando que as sonoridades presentes em cada canto do Brasil, podem sim se interligar e entregar ao país um pouco de alegria e esperança em tempos tão sombrios.


“Respiro” – Scalene

Seu título diz tudo. Quase como um manifesto de resistência, a banda brasiliense Scalene entregou este ano aos seus fãs o seu quinto álbum, “Respiro“, projeto mais abrasileirado de sua trajetória. Gerado como reação aos tempos inflamados em que estamos submersos, o disco soa como uma espécie de trégua diante do descontrole cotidiano. Diferente de “magnetite“, lançado em 2017, o sucessor procura o espaço entre as melodias para de forma menos carregada – mas não menos dura – impor uma reflexão a este período social de tanta tensão.


“i,i” – Bon Iver

De “For Emma, Forever Ago” a “22, A Million”, Justin Vernon vem comprovando constantemente sua vontade de experimentar cada vez mais sua sonoridade. Em “i,i“, projeto certeiramente lançado este ano, o músico expõe mais uma vez seu talento para tal. Trabalhando fortemente em cima de sintetizadores, o cantor provoca neste projeto uma verdadeira experiência sensorial. Esteja atento aos mínimos detalhes aqui.


“Dedicated” – Carly Rae Japsen

Carly Rae Japsen é promessa que virou realidade. Desde sua estreia com o ótimo disco “EMOTION”, a cantora segue em uma crescente absurda. Em seu novo álbum “Dedicated“, Carly reúne referências musicais que vão de Donna Summer a ABBA, com a clareza de que está promovendo algo para além do seu tempo. Aqui vemos o pop em sua melhor fase.


“Apká” – Céu

Céu nunca decepciona. De surpresa a cantora lançou em setembro seu quinto álbum de estrada, “Apká“. Foi no susto que os fãs receberam um dos trabalhos mais concretos deste ano. Inspirada por sua própria vida, o projeto é reflexo do universo vivido por Céu, com canções sobre amor, feminismo, maternidade, ideologia, entre outros.

5 filmes de terror para ver no streaming nesta sexta-feira 13

A sexta-feira no dia 13 de qualquer mês ficou conhecida popularmente como um dia de azar. De início a data não tinha relação nenhuma com o terror, até que na década de 80 surge o filme “Sexta-feira 13“, dirigido por Sean S. Cunningham, percursor de uma franquia de sucesso que brilhantemente criou uma relação solida entre este dia e o gênero de terror no cinema. De lá pra cá, personagens que se inspiraram no icônico Jason começaram a se replicar em diversos filmes, e a comemoração se tornou um verdadeiro evento da cultura pop.

Pensando nisso e em qual seria a melhor forma de comemorar este dia, montamos uma lista com cinco diferentes longas disponíveis em plataformas de streaming para você aproveitar a data relaxado, sem precisar fazer aquela velha garimpada no catálogo. Dito isto, arrasta pra baixo e vem conferir nossas escolhas!


1) “Creep” (Netflix)

Creep” é um filme de 2014 dirigido por Patrick Brice. O longa conta a história de um produtor de filmes – protagonizado por Mark Duplass – que aceita um trabalho anunciado no Craigslist (site de anúncios) e viaja a uma remota cidade montanhosa. Chegando lá, logo descobre que seu cliente tem objetivos sórdidos para esse trabalho. Apesar de ter uma premissa pouco atrativa, “Creep” ganhou uma continuação, lançada em 2017, e logo em breve ganhará seu terceiro capítulo. Ou seja, sinônimo de sucesso! 


2) “Aniquilação” (Netflix)

Um título original da Netflix, “Aniquilação“, de Alex Garland foi um dos grandes filmes de 2018 do serviço de streaming, porém não foi unanimidade na opinião por misturar horror com ficção científica. A premissa do filme gira em torno de Lena (Natalie Portman) – quando seu marido desaparece em uma zona de quarentena misteriosa, ela entra numa equipe voluntária para explorar a mesma área e descobrir o que de fato aconteceu. Além de Portman, nomes como o de Tessa Thompson e Jennifer Jason Leigh estão no filme.


3) “A Noite Dos Mortos Vivos” (Netflix)

Infelizmente a versão de George A. Romero não está no catálogo da Netflix, porém, a versão colorida, dos anos 90, dirigida por Tom Savini pode ser considerada como uma joia entre tantos e tantos filmes que estão por lá. A releitura não é nenhuma novidade: Sete estranhos ficam presos em uma casa de fazenda isolada, enquanto zumbis despertados da morte por um teste radioativo no espaço promovem um incansável ataque, matando e comendo qualquer um em seu caminho.


4) Hereditário (Amazon Prime)

Aproveitando que “Midsommar” estreia nesse mês de setembro, nada melhor do que assistir “Hereditário“, primeiro filme dirigido por Ari Aster. O filme gira em torno do luto da reclusa avó, mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse uma sombra sob a família Graham, especialmente sob a solitária neta adolescente, Charlie. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram.


5) Pari (Amazon Prime) 

Pari” é um filme indiano dirigido por Prosit Roy. Na narrativa um homem tenta ajudar uma mulher chamada Ruksahana, uma vítima de abuso, que ele encontrou acorrentada em uma cabana. Sem saber a verdadeira identidade da moça, o protagonista deve viver momentos sobrenaturais durante o passar da trama.

Dez filmes para celebrar o dia do cinema brasileiro

Hoje, quarta-feira, 19 de junho é o dia escolhido pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) para comemorar o Dia do Cinema Brasileiro. Exatamente nesta data, em 1889 que o primeiro filme em movimento foi rodado pelo cinegrafista italiano Afonso Segreto ao chegar da Europa a bordo de um navio. “Vista da Baía de Guanabara” era o nome do filme do gênero documental.

Desde então o cinema nacional passou por diferentes momentos em sua história, nas décadas de 60 e 70, o cinema nacional teve uma guinada criativa por conta do “Cinema Novo”, inspirado por movimentos como o “Neorealismo Italiano” e na “Nouvelle Vague”, tendo representantes cineastas como: Ruy Guerra, Luís Sérgio Person, Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos e Joaquim Pedro de Andrade.

Com esse pequeno resumo sobre a história do nosso cinema, decidimos listar dez filmes recentes que marcam e demonstram bem o atual momento de ascensão no qual o audiovisual brasileiro se encontra.


“Aquarius” Kleber Mendonça Filho 

 

Clara (Sônia Braga), 65 anos de idade, é uma escritora e crítica de música aposentada. Ela é viúva, mãe de três filhos adultos e moradora de um apartamento repleto de livros e discos na Avenida Boa Viagem, Recife, num edifício chamado Aquarius. Clara tem também o dom de viajar no tempo, um super poder que poucas pessoas no mundo são capazes de desenvolver.


“Boi Neon” Gabriel Mascaro

 

Nos bastidores das Vaquejadas, Iremar (Juliano Cazarré) e um grupo de vaqueiros preparam os bois antes de soltá-los na arena. Levando a vida na estrada, o caminhão que transporta os bois para o evento é também a casa improvisada de Iremar e seus colegas de trabalho: Zé (Carlos Pessoa), Negão (Vinícios de Oliveira) , Galega (Maeve Jinkings) e sua filha Cacá (Aline Santana). O cotidiano é intenso e visceral, mas algo inspira novas ambições em Iremar: a recente industrialização e o polo de confecção de roupas na região do semi-árido nordestino. Deitado em sua rede na traseira do caminhão, sua cabeça divaga em sonhos de lantejoulas, tecidos requintados e croquis. O vaqueiro esboça novos desejos.


“Benzinho” Gustavo Pizzi

 

Irene (Karine Teles) mora com o marido Klaus (Otávio Müller) e seus quatro filhos. Ela está terminando os estudos enquanto se desdobra para complementar a renda da casa e ajudar a irmã Sônia (Adriana Esteves). Mas quando seu primogênito Fernando (Konstantinos Sarris) é convidado para jogar handebol na Alemanha, ela terá poucos dias para superar a ansiedade e ganhar forças antes de mandar seu filho para o mundo.


“Para Minha Amada Morta” Aly Muritiba 

 

Após a morte de sua esposa, Fernando (Fernando Alves Pinto) torna-se um homem quieto e introspectivo e cria, sozinho, seu filho Daniel. Todas as noites, enquanto seu filho dorme, o viúvo “revive” a presença da esposa, tentando organizar seus pertences. Um dia, ele descobre, em uma fita VHS, uma surpresa que coloca em dúvida o amor da esposa por ele. Fernando decide investigar a verdade por trás destas imagens, desenvolvendo uma obsessão que consome seus dias e rotina.


“Bingo – O Rei das Manhãs” Daniel Rezende

 

Cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo no programa matinal homônimo da televisão brasileira durante a década de 1980. Barreto alcançou a fama graças ao personagem, apesar de jamais ser reconhecido pelas pessoas por sempre estar fantasiado. Esta frustração o levou a se envolver com drogas, chegando a utilizar cocaína e crack nos bastidores do programa.


“Tinta Bruta” Marcio Reolon e Filipe Matzembacher

 

Pedro (Shico Menegat) é um jovem que tenta sobreviver em meio a um processo criminal, à partida da irmã e aos olhares que recebe sempre que sai na rua. Sob o codinome GarotoNeon, Pedro se apresenta no escuro do seu quarto para milhares de anônimos ao redor do mundo, pela internet. Com o corpo coberto de tinta, ele realiza performances eróticas na frente da webcam. Ao descobrir que outro rapaz de sua cidade está copiando sua técnica, Pedro decide ir atrás do mesmo.


“O Animal Cordial” Gabriela Amaral Almeida

 

Inácio (Murilo Benício) é o dono de um restaurante de classe média, por ele gerenciado com mão de ferro. Tal postura gera atritos com os funcionários, em especial com o cozinheiro Djair (Irandhir Santos). Quando o estabelecimento é assaltado por Magno (Humberto Carrão) e Nuno (Ariclenes Barroso), Inácio e a garçonete Sara precisam encontrar meios para controlar a situação e lidar com os clientes que ainda estão na casa: o solitário Amadeu (Ernani Moraes) e o casal endinheirado Bruno (Jiddú Pinheiro) e Verônica (Camila Morgado).


“Arábia” Affonso Uchoa e João Dumans

 

Em Ouro Preto, Minas Gerais, um jovem (Murilo Caliari) encontra por acaso o diário de um operário metalúrgico que sofreu um acidente e por suas memórias embarca numa jornada pelas condições de vida de trabalhadores marginalizados.


“Que Horas Ela Volta?” Anna Muylaert

 

A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo com o intuito de proporcionar melhores condições de vida para a filha, Jéssica (Camila Márdila). Anos depois, a garota lhe telefona, dizendo que quer ir para a cidade prestar vestibular. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, porém o seu comportamento complica as relações na casa.


“Joaquim” Marcelo Gomes

 

A narrativa conta a história do que levou Joaquim José da Silva Xavier (Júlio Machado), um dentista comum de Minas Gerais, a se tornar Tiradentes, transformando-se em um importante herói e mártir nacional que veio a liderar o levante popular conhecido como a Inconfidência Mineira.

Conheça 15 diretoras que estarão presentes no Festival de Cannes desse ano

Como de costume, o Festival de Cannes está pronto para mais uma edição, iniciando seus trabalhos hoje, dia 14. Com a disparidade dos sexos, a cerimônia sofreu no ano passado uma grande onda de protestos, onde artistas do mundo inteiro reivindicaram e demandaram por um compromisso maior do Festival de Cannes para com as mulheres a frente de seus projetos. Com isso, a direção do evento se comprometeu a aumentar a igualdade de gênero nas edições posteriores.

Dito isso, listamos 15 cineastas mulheres que estarão presentes no festival de Cannes deste ano!  


1) Justine Triet

Na edição de Cannes desse ano, a cineasta francesa Justine Triet irá participar dentro da mostra competitiva depois de exibir alguns trabalhos na Semana da Crítica. Triet começou a fazer cinema em 2012 com o drama “Batalha de Solferino”. Para o seu primeiro projeto em competição, Triet mantem suas raízes dramáticas com um longa chamado “Sibyl“. Você pode saber mais clicando aqui.

2) Maryam Touzani

Pela primeira vez no festival, Maryam Touzani vai estrear “Adam” na seção Um Certo Olhar. Touzani é conhecida por atuar no longa de 2017, “Razzia“, dirigido por seu marido Nabil Ayouch. Para sua estreia como diretora, Touzani retorna ao Marrocos para contar a história de duas mulheres diferentes.

3) Annie Silvertein

Annie retorna a Cannes cinco anos depois de seu curta-metragem, “Skunk” ter vencido a seção Cinéfondation do festival. Filmado em Houston com um elenco predominantemente não-profissional, intitulado como “Bull“, a estréia na direção de Silverstein segue um adolescente rebelde que tenta escapar da dor do encarceramento de sua mãe, unindo-se ao toureiro rabugento que mora ao lado.

4) Celine Sciamma

Depois de três trabalhos bem elogiados, Sciamma (de “Garotas”, “Tomboy”, “Lírios d’água”) chega a Cannes com seu novo projeto, “Portrait of a lady on fire“. O enredo do filme é sobre uma jovem artista que é contratado para pintar o retrato de casamento de uma jovem mulher em uma ilha na Bretanha, no sinal do século 18.

5) Larisa Sadilova

A cineasta russa tem 20 anos de carreira, e tem menos de dez filmes dirigidos, mas cada um fala da capacidade de extrair pequenas histórias de valor emocional. Em sua estreia em Cannes, com “Once in Trubchevsk“, Sadilova volta à sua cidade natal, explorando a vida na aldeia russa de Trubchevsk, a poucos passos de seu próprio local de nascimento.

6) Mounia Meddour

Meddour é outra cineasta que faz sua estréia como diretora em Cannes, a escritora e diretora argelina traz “Papicha” para o festival depois de trabalhar em documentários e ampliar seu trabalho com curtas-metragens. A produção segue um estudante argelino de espírito livre que se recusa a deixar que os eventos da Guerra Civil da Argélia alterem sua jovem vida. Quando ela tinha apenas 18 anos, Meddour e sua própria família fugiram do país. O filme promete entregar uma história oportuna com uma vantagem pessoal.

7) Danielle Lessovitz

Mais uma estreante como diretora, “Port Authority”, de Lessovitz conta a história de Paul, um jovem recem chegado em Nova York que se apaixona por Wye que tem um segredo sobre sua sexualidade. O filme possui uma enorme quantidade de produtores, incluindo nada menos que Martin Scorsese e o brasileiro Rodrigo Teixeira.

8) Jessica Housner

Depois de algumas aparições em outras mostras do festival, finalmente Hausner chegam em Cannes para competir com o seu projeto chamado “Littler Joe“. Além disso, ela já fez parte de dois juris nas edições de 2011 e 2016. O enredo do filme se trata sobre Uma planta geneticamente modificada espalha suas sementes e parece causar mudanças surpreendentes em seres vivos.

9) Mati Diop

Outra que chega em competição pela primeira vez é Diop com o seu longa “Atlantics“. Ela é sobrinha do pioneiro cineasta senegalês Djibril Diop Mambéty. “Atlantics” é baseado no seu documentário de 2009 “Atlantique“, que foi exibido em festivais de cinema em todo o mundo e ganhou o Tiger Award for Short Film em Roterdã. Até agora, ela dirigiu cinco curtas-metragens e atuou em 11. Ela também é a primeira mulher negra com um filme na seção de competição do festival de 72 anos.

10) Leila Conners

Mais de uma década depois, a documentarista Leila Conners está retornando a Cannes para apresentar seu novo documentário sobre mudanças climáticas, “Ice on Fire“.

11) Monia Chokri

Conhecida por participar de alguns filmes de Xaier Dolan, 2019 marca a primeira vez que Chokri estreia seu próprio trabalho em um festival de cinema. “A Brother’s Love” é a estria na direção de longa-metragem, e conta a relação íntima de dois irmãos com a chegada de um novo amante.

12) Zabou Breitman e Eléa Gobbé-Mévellec

Em seu sexto longa-metragem, a cineasta e atriz francesa Zabou Breitman conta com ajuda da diretora novata, Eléa Gobbé-Mévellec. A parceria faz todo sentido, já que Breitman dirige “The Swallows of Kabul“, sua primeira animação e Gobbé-Mévellec é uma animadora experiente.

13) Pippa Bianco

Pippa Bianco estreou seu primeiro longa-metragem, “Share“, no Festival de Sundance, no início deste ano. Bianco adaptou seu curta-metragem de 2015 e o transforma em um longa. O filme da cineasta segue uma adolescente que fica horrorizada ao descobrir que um vídeo intimo dela circula nas mídias sociais.

14) Waad Al-Kateab

Dirigido com Edward Watts, “For Sama” não é apenas o primeiro longa-metragem de Waad Al-Kateab, mas é uma narrativa pessoal de suas próprias experiências. Al-Khateab documentou sua vida no período de cinco anos  na Síria, desde a revolta até o ponto em que ela foi forçada a fugir do país. Autenticamente, Waad Al-Kateab é uma jornalista que atualmente trabalha para o Channel 4 News em Londres. “For Sama” estreou no SXSW Film Festival deste ano, onde recebeu as melhores honrarias como documentário.

Dia das Mães: Cinco mães que o cinema nos fez admirar

É dia das mães! Definitivamente uma das datas mais importantes que temos durante o ano. Mãe é um ser que não se define. Ela é a primeira pessoa a torcer por todas as escolhas que tomamos na vida. Sejam elas certas ou erradas…

Pensando nisso, listamos cinco mães que marcaram e transmitiram esse sentimento de maternidade na ficção. A lista é especialmente para as mulheres que nos criaram – dentro e fora do cinema.

Confira abaixo o nosso top 5 e feliz dia das mães!


1) Marion, de “Lady Bird

Marion McPherson é vivida por Laurie Metcalf, no filme dirigido por Greta Gerwig. A personagem tem que lidar com a fase rebelde da sua filha adolescente, Chistine “Lady Bird” McPherson. No longa, ela faz o papel de mãe pragmática, daquelas que só utiliza determinados recursos como tempo, dinheiro e emoção, somente quando é necessário. Ela é um reflexo da mãe morde e assopra, mas no fundo faz de tudo para ver a felicidade da filha.

2) Ma, de “O Quarto de Jack

Não temos muito o que dizer de Ma (Brie Larson). A lista não tem critério de ordem, mas a função de Joy “Ma” Newsome é a mais importante. Ma transforma alguns metros quadrados em um verdadeiro mundo para Jack. Resumindo, ela transforma um momento de pânico na vida de ambos em uma momento “perfeito” e único. Tudo isso para que Jack não tenha uma infância perdida e traumática. 

3) Halley, de “Projeto Flórida

Interpretada por Bria Vinaite, Halley não se encaixa quando o assunto é mãe exemplar, mas também não podemos afirmar que ela não ama sua filha. Com um jeito peculiar na hora de educar, Halley faz o seu melhor para tornar a vida de Moonee (Brooklynn Prince) em um conto de fadas, porém seu estilo de vida não é o mais adequado para ter uma criança por perto. Querendo ou não, Halley é uma mãe amorosa que quer dar o  melhor para sua filha, mesmo que o mundo esteja contra ela.

4) Helen Par/Mulher-Elástica, de “Os Incríveis

Helen Par (Holly Hunter) é a mãe que todo mundo gostaria de ter, além de ser uma super-mãe, é uma super-heroína. Em “Os Incríveis 2“, de Brad Bird ela é “obrigada” a deixar as obrigações de casa para salvar o mundo mais uma vez, mas sem perder os costumes de se preocupar com o que está ocorrendo em casa. Os costumes maternos estão presentes em todas as mães, mesmo na ficção. 

5) Sarah Connor, de “O Exterminador do Futuro

Talvez Sarah Connor (Linda Hamilton) seja a mãe mais durona do cinema. Ela é capaz de tudo para manter seu filho, John Connor, com vida. O segundo filme da franquia é uma prova na qual Sarah não é apenas uma super mãe, mas uma personagem marcante para a história do cinema.

15 álbuns para ficar atento em 2019

Qual o lançamento musical que você mais espera para 2019? Esta é uma pergunta que dificilmente terá uma resposta unânime. Porém, nada nos impede de especularmos quais serão os possíveis destaques. Por isso listamos alguns álbuns que devemos ficar atentos neste ano.


1. Tame Impala

Desde o lançamento do aclamado “Currents” (2015) e do “Side B”, a banda Tame Impala vem se mostrando presente no mercado por meio das produções de seu vocalista, Kevin Parker. Porém, a banda australiana pode voltar com novas músicas neste ano. Um forte indício disso foi a confirmação de Tame Impala como um dos headliners do festival Coachella 2019.

2. Rihanna

As expectativas acerca de Rihanna sempre são altas. A cantora, que é uma das principais popstars atuais, tem trabalhado bastante em outros ramos desde o lançamento do “Anti”, em 2016. Os fãs acostumados com o ritmo frenético de lançamentos adotado no início da carreira, sempre cobram novidades. E conseguiram. A cantora respondeu um comentário em seu Instagram afirmando que em 2019 ela lançará um novo álbum. Nos resta aguardar.

3. Francisco El Hombre

Segundo site Tenho Mais Discos que Amigos, a banda Francisco, El Hombre vai lançar o sucessor de “SOLTABRUXAS” em 2019. O teor crítico das letras e músicas do grupo serão bem vindas na conjuntura brasileira atual.

4. Kanye West

Em 2018 Kanye West esteve em várias polêmicas e precisou ficar recluso para cuidar da sua saúde mental. Aliás, esse tema foi central também no trabalho do rapper, que lançou “Ye” e a colaboração com Kid Kudi “Kids See Ghosts”. Além disso, quatro álbuns lançados por outros artistas contaram com Kanye como produtor. Com tanto trabalho realizado seria normal ele anunciar uma pausa, mas o que aconteceu foi o contrário. Prometido para o fim de 2019, o álbum “Yhandi” foi adiado para 2019 e é um dos álbuns mais esperados deste ano. Seria este uma “continuação de “Yeezus”?

5. Childish Gambino

O multifacetado Donald Glover vem ganhando cada vez mais destaque no cinema e na TV. E na música não é diferente. Após o primoroso álbum “Awaken, My Love”, lançado em 2016, Childish Gambino chegou ao topo com a música “This is America” e logo após lançou seu EP “Summer Pack”. Todos essas produções animaram ainda mais os fãs pelo o que está por vir. Ele é outro headliner do Coachella 2019.

6. Normani

A aposta de 2019 no pop é Normani. A mídia e vários artistas de peso estão confiantes que a ex-Fifth Harmony seja o novo destaque do gênero. Ela já lançou parcerias com 6lack, Calvin Harris e Sam Smith, mas seu maior hit foi com a música “Love Lies”, com o cantor Khalid. Com um grande time participando da produção de seu debut, é questão de tempo para a “mega star em formação”, como o The Guardian a chamou, alcance o sucesso.

 

7. Pitty

Com “Te Conecta”, faixa que foi lançada em 2018, trazendo uma pegada do reggae, Pitty introduziu um possível novo gênero a ser explorado em seu próximo disco de trabalho. Seu último álbum completo, “SETEVIDAS”, foi lançado em 2014, e de lá para cá não obtivemos nenhum registro novo e completo da cantora. Pensando assim, é muito provavél que Pitty deva revelar seu próximo álbum este ano!

8. Madonna

Se tem o nome da rainha do pop no meio, merece nossa atenção. Vários boatos e informações confirmadas por Madonna nos fazem pensar em um álbum com referências a ritmos como Fado, Kuduro e Jazz Old School. ”Lisboa influenciou minha música e meu trabalho. Como poderia ser de outra forma? É impossível passar um ano neste lugar sem me inspirar por toda a cultura que me rodeia”, disse Madonna à revista. Além disso, foi confirmada uma parceria com a próxima artista da nossa lista.

9. Anitta

Os projetos de Anitta tem permitido que ela aumente cada vez mais seu alcance fora do Brasil. A última cartada foi o projeto “Solo”, lançado no ano passado, onde ela apresentou canções em três línguas diferentes. A tendência é que ela continue a explorar o mercado latino e comece a aparecer nas paradas norte-americanas. Os próximos passos podem ser grandiosos para ela. A parceria confirmada com Madonna pode alçar a carreira dela para outros patamares.

10. Calvin Harris

Quem acompanha Calvin Harris pode perceber que a periodicidade de lançamentos recentes do produtor escocês costuma se repetir: três ou quatro singles e depois um álbum. Após o lançamento de “Funk Wav Bounces vol.1” em 2017, Calvin já fez sucesso em parcerias com Dua Lipa, Sam Smith e Rag’n’ Bone Man. Tá na hora de um novo álbum, não acham?

11. The Weeknd

Em 2018, após lançar o EP “My Dear Melancholy,” The Weeknd anunciou em um show em Toronto que estava trabalhando em um álbum supostamente chamado “Chapter 6”. Em 2019 ele nos entrega “Lost in the Fire”, parceria com o produtor francês Gesaffelstein, que pode indicar a pegada do novo álbum do canadense, com músicas mais “noturnas”, cartão de visitas de seus primeiros trabalhos.

12. Vampire Weekend

Depois da saída de Rostam Batmanglij, muito se especulou sobre como isso afetaria a sonoridade do Vampire Weekend. Porém, o produtor ainda colabora com a banda, como no novo single “Harmony Hall”, lançado no último dia 24 junto com “2021”, que antecedem o próximo álbum da banda, “FOTB” – sigla para “Father of the Bride”.

13. Carly Rae Jepsen

Depois que lançou “Emotion” e “EMOTION Side B”, esperamos como Carly Rae Jepsen vai salvar o pop. Ela confortou o coração dos fãs com “Cut To The Feeling” em 2017 e “Party For One” em 2018, prometendo um novo álbum para este ano.

14. Solange

Em entrevista ao The New York Times, Solange disse que vai lançar um novo álbum mais voltado para o Jazz, com baixos, baterias eletrônicas e com uma pegada hip-hop. Some a isso o fato dela ser uma das headliners do Coachella 2019. Estamos esperando um impacto cultura como “A Seat at the Table”, lançado em 2016.

15. Trilha sonora de Rei Leão

Todo mundo já sabe que o clássico “Rei Leão” será relançado no dia 19 de julho de 2019 como uma animação mais realista onde Donald Glover e Beyoncé dublarão Simba e Nala, respectivamente. Se a trilha sonora composta por Hans Zimmer e Elton John já marcou a vida de muita gente, imagine o impacto que será a nova versão de “Can You Fell The Love Tonight?”.


Como você pode perceber, afim de não alongarmos a lista, deixamos alguns artistas com lançamentos já anunciados de fora como Ariana Grande, O Terno, Miley Cyrus, As Bahias e a Cozinha Mineira, The Raconteurs, Dua Lipa, Mark Ronson, Seu Jorge e outros. Isso sem contar os que sempre esperamos novidades, porém até agora não deram nenhum sinal como Frank Ocean e Beyoncé. Para você se preparar, criamos essa playlist no Spotify.

Quatro atores que viraram diretores recentemente

Já estamos na metade do primeiro mês do ano, com ele começamos uma temporada com mais uma leva de novos filmes, atores e diretores de todos os gêneros. Mal podemos esperar para todos os lançamentos que esse ano nos reserva. Porém,  mesmo com ‘o novo’ em andamento, não podemos esquecer do passado, exclusivamente do último ano.

Como de costume, a cada temporada somos agraciados com excelentes produções de diretores renomados, mas algo que marcou o último ano foi a estreia de atores iniciando as suas carreiras como cineastas. Vimos atores saindo da zona de conforto, deixando por algum tempo o trabalho de atuação para assumir a cadeira de direção para gritar ‘ação!’.  Dito isso, decidimos listar alguns nomes que entregaram ótimos longas. Confira a nossa lista de quatro atores que se tornaram diretores no ano passado.


1) Bradley Cooper

Todos nós sabemos que a estrela principal de “Nasce Uma Estrela” é Lady Gaga. A maioria dos elogios estão voltadas para a cantora que teve seu primeiro trabalho de atuação no cinema nesse drama musical de 2018. Porém,  não podemos esquecer do nome de Bradley Cooper. Além de dirigir, ele também está atuando no próprio filme, e por isso vale dizer que o papel de Cooper como diretor e até mesmo como ator seja mais relevante que a estrela principal da produção. Para um título que já teve quatro versões antes da de Cooper, o diretor conseguiu vencer o desafio e agregou elementos diferentes para sua versão. Com essa e outras características seu filme se tornou um dos mais relevantes do ano passado.


2) Paul Dano

Se tinha alguém que mereceu se aventurar como cineasta, esse é Paul Dano. Como ator, e agora como diretor, o nome de Dano é para ser levado a sério no ramo. O jovem cineasta de 34 anos estreou com “Vida Selvagem“, um longa metragem sobre laços familiares, mas laços bem distantes dos que conhecemos. Longe de ser uma produção badalada, mas mesmo assim tendo nomes como de Jake Gyllenhaal e Carey Mulligan, o filme de Dano é uma boa entrada para uma possível safra de diretores que está por vim. Esperamos que a carreira de diretor não seja apenas uma aventura para Paul Dano.


3) Murilo Benício

Talvez o primeiro trabalho de direção de Murilo Benício tenha passado despercebido por muita gente, “O Beijo No Asfalto” chegou aos cinemas já no finalzinho do ano passado, no mês de dezembro, para ser mais preciso. O filme é a uma adaptação ousada e diferente, que mescla teatro e cinema em preto e branco, no qual torna um trabalho totalmente autoral de Benício. Veremos se nos próximos trabalho o diretor irá manter o mesmo estilo de direção ou vai fazer algo totalmente diferente do que é o seu primeiro longa. Vale lembrar que o filme conta com grandes nomes da dramaturgia nacional, como o de Fernanda Montenegro.


4) Jonah Hill

Mesmo sendo um ator que fez inúmeras comédias, Jonah Hill já estava traçando um caminho diferente das atuações. Por anos ele já vinha roteirizando alguns logas e até mesmo se envolveu na produção de outros projetos, como a série original da Netflix, “Maniac“. Agora, o ator deu um passo a mais em sua carreira e decidiu dirigir o própria longa-metragem, que se trata de “Mid90s“. Habituado na década de 90, o longa aborda a cultura bairrista do skate de rua. No longa nos é apresentado todos os detalhes da paixão de quem vive ou de quem já viveu esse estilo de vida. Por tratar de Jonah Hill, era comum imaginar uma comédia pastelão em seu primeiro trabalho, mas “Mid90s” é um dos projetos mais maduros na vida Hill.




Cinco filmes que deixaram marcas positivas em 2018

Nos restam três dias para o fim de 2018. Sem saber o número exato, centenas de filmes foram lançados em torno desses 365 dias. Apontar para um filme e dizer que ele foi ‘o melhor’ é cometer uma injustiça com tantas outras obras que circularam por festivais e também pelo circuito comercial. Pensando nisso, decidimos traçar outra rota e indicar cinco longas que marcaram esse ano de alguma maneira.

O critério foi encontrar um diferencial importante em cada filme citado nessa lista, seja ele de qualidade técnica ou até mesmo mercadológica, como no caso de “Roma“, que além de ser excelente em todos os aspectos cinematográficos, quebrou os paradigmas de um projeto grandioso ao ser lançado como um trabalho exclusivo da plataforma de streaming Netflix.

Vamos ao que interessa!


O Primeiro Homem

Dirigido por Damien Chazelle, “O Primeiro Homem” estreou no mês de outubro. O longa é um exemplo vivo no qual o cineasta de 33 anos, pode se aventurar em outros gêneros além do musical, que “se tornou marca registrada” do diretor por conta dos seus dois últimos trabalhos (La La Land e Whiplash). Apesar de narrar a jornada do astronauta Neil Armstrong indo à Lua em 1969, o filme acrescenta outros dilemas que vão além da conquista de um determinado objetivo. A projeção é um modelo perfeito de imersão cinematográfica com planos ousados e uma sonoplastia detalhada. Damien Chazelle nos ofereceu um filme primoroso em todos os aspectos e pode ter certeza que seu brilhantismo não irá parar por aqui.


As Boas Maneiras

Dirigido por Juliana Rojas e Marco Dutra, “As Boas Maneiras” é um filme nacional de 2017, que andou primeiro nos festivais internacionais, mas só veio ser lançado no circuito comercial em junho desse ano. Por essa ressalva ele não poderia deixar de ser citado. Se você é daqueles que fala ou já ouviu falar que o cinema nacional está sempre fazendo a mesma coisa, “As Boas Maneiras” é a obra perfeita que quebra este paradigma antiquado. O filme é uma evidência que temos cineastas com projeções ousadas para enriquecer ainda mais o cinema nacional. O longa faz parte do gênero de horror que conta a história de Clara, uma solitária enfermeira moradora da periferia de São Paulo, que é contrada para ser babá do filho de Ana que ainda está para nascer. Conforme a gravidez vai avançando, Ana começa a apresentar comportamentos cada vez mais estranhos.


Pantera Negra

Apesar de não pautarmos blockbusters como “Pantera Negra” aqui no site, temos que reconhecer a importância dele para o ano de 2018. Poderíamos citar filmes como “O Ódio Que Você Semeia“, “Ponto Cego” e até mesmo “Infiltrado na Klan“, que fazem a mesma coisa que o filme dirigido por Ryan Coogler faz. Porém, a mensagem que “Pantera Negra” passa teve um alcance maior do que esses outros. O longa-metragem vai além de ser um filme que conta a origem de um herói dentro de um universo cinematográfico extenso, no qual, pegou de surpresa quem foi assistir achando que só iria ver murros e pontapés. “Pantera Negra” é um filme de massa importante que pode inspirar outras grandes produções a passar uma mensagem relevante para o grande público.


Hereditário

Achou que não iriamos mais falar de “Hereditário” por aqui? Se enganou! Durante esse ano falamos além da conta sobre o primeiro filme dirigido por Ari Aster. Se teve excesso de discussão, sinal que o filme teve sua importância. Realmente o longa marcou e proporcionou boas conversas por conta do tipo de terror que ele exibe. “Hereditário” se torna marcante justamente por dividir opiniões sobre ser ou não ser uma renovação no gênero do horror.


Roma

Dirigido por Alfonso Cuarón, “Roma” é um filme difícil para ser descrito em poucas palavras. O diretor mexicano pode apontar e dizer que de fato o projeto é dele, já que ele dirige, roteiriza, produz, fotografa e edita (caramba!) toda essa produção. Sendo assim, “Roma” se torna o projeto mais concreto para Cuarón, que decidiu incluir metáforas sociológicas e memorias pessoais em seu filme. Porém, além disso, o filme pode se tornar mais marcante ao conseguir dar o tão desejado Oscar para Netflix, já que os direitos pertencem ao serviço de streaming. “Roma” já ganhou como melhor filme no Festival de Veneza e conquistou prêmios em alguns sindicatos especializados a críticas cinematográficas. Por um nível altíssimo de qualidade, o filme de Alfonso Cuarón não e só marcante para 2018, mas sim para toda a história.


Confira também nossa lista dos dez álbuns mais marcantes de 2018

Os 10 álbuns mais marcantes de 2018

Em quase todas as áreas possíveis, 2018 foi um ano bem peculiar. Entre divergências políticas, vivemos um momento onde mesmo a música não se isentou de seu papel enquanto resistência. Com tantas listas, encontramos em meio a estes dez nomes, um equilíbrio entre este combinado agridoce de diversão e determinação que este ano nos deixou.

Abrangendo todos os gêneros, do Pop ao Flamenco, do Hip-Hop ao Rock alternativo – produzido por artistas de todos os cantos do mundo – aqui estão os 10 álbuns mais marcantes de 2018.


Baco Exu do Blues — Bluesman

O samba é blues, o rock é blues, o jazz é blues / O funk é blues, o soul é blues / Eu sou Exu do Blues / Tudo que quando era preto era do demônio / E depois virou branco e foi aceito eu vou chamar de Blues“, afirma Diogo Moncorvo nos primeiros minutos da faixa que abre seu segundo disco de carreira. Diogo que aqui renasce como Baco Exu do Blues, discorre em “Bluesman” exatamente o que o brasileiro precisa ouvir em tempos de tanta incerteza. O álbum certo do artista certo no momento certo.

Um disco sensível que claramente tem algo a dizer sobre os tempos em que foi feito, da injustiça social às mídias sociais, da depressão a ansiedade, nada escapa aqui. Se em “Esú”, Baco causou um verdadeiro furdunço na cena do rap nacional por dizer o que pensa sem meias palavras, “Bluesman” é o caso da narrativa que nos inspira a agir e lutar.

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Janelle Monáe — Dirty Computer

Indicado ao Grammy na categoria “Álbum do Ano”, a obra prima de Monáe contra o sexismo moderno, “Dirty Computer“, é o monumento principal de sua longa e extensa carreira. Influenciada claramente pelos trabalhos do inigualável Prince, a compositora recria uma atmosfera empoderadora sobre amor e liberdade. É inquestionável a experiência perfeitamente balanceada que obtemos aqui – entre a felicidade e a tristeza, no final das contas, tudo que importa é ser você.

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Duda Beat — Sinto Muito

Revelação do ano de 2018, a pernambucana Duda Beat cansou de sofrer em silêncio e reuniu todas as suas desilusões amorosas em seu álbum de estreia, “Sinto Muito“. Em 11 faixas, ela faz um registro feminino, pessoal, sincero, encarando seus próprios demônios com alegria e muito bom humor. A estreia musical de Duda Beat começou a ser desenhada dois anos atrás, quando ela trouxe suas letras e melodias para a casa de seu amigo de infância, o produtor musical e parceiro de vida Tomás Tróia.

Coroada como a rainha da sofrência pop, a compositora une indie, tecnobrega, axé e balada romântica, dando vida a um verdadeiro diário de desabafos ácidos.

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The 1975 — A Brief Inquiry Into Online Relationships

Aos 29 anos de idade, Matt Healy, avisa ao seus fãs “Você aprende algumas coisas quando chega à minha idade“. Trecho inicial da faixa “Give Yourself A Try”, que consegue definir muito bem a narrativa de “A Brief Inquiry Into Online Relationships“, terceiro álbum de trabalho da banda The 1975. Sem nunca soar entendiante e repetitivo, o grupo promove uma verdadeira farra de gêneros musicais. Se utilizando de temas cotidianos, focando especialmente em uma das fases mais caóticas da vida, a adolescência – fica fácil de se identificar aqui.

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Carne Doce — Tônus

Em sua melhor e mais madura fase, a banda goianiense Carne Doce deu vida a “Tônus“, seu terceiro álbum de carreira. Com delicadeza e violência o grupo criou uma das obras mais importantes deste ano, explicitando (a sua forma) a beleza nas coisas pequenas e triviais. O disco conta com dez faixas e foi idealizado através do patrocínio da Natura Musical.

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Robyn – Honey

Após oito anos em hiato, a sueca Robyn retornou ao mundo da música com seu sexto álbum de trabalho, “Honey“. Contendo nove faixas, o material é uma verdadeira odisseia pela intimidade da sueca. A recomendação aqui é, mesmo nos momentos mais complexos, se elevar emocionalmente e transformar a decepção em algo bom.

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Djonga – O Menino Que Queria Ser Deus

Como um ponto fora da curva, Djonga é um daqueles exemplos de artista a ser seguido por qualquer um que de fato queira fazer a diferença. Em “O Menino Que Queria Ser Deus“, segundo disco de carreira do rapper, Djonga destrói qualquer preconceito já imposto pela sociedade. Assim como Baco Exu do Blues, o músico não se reprime de seus pensamentos e muito menos se acomoda com a bruta realidade que vive.

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Rosalía – El Mal Querer

Uma cantora quem em pleno 2018 retorna as raízes de sua cultura para reviver o Flamenco. Rosalía em seu aclamado segundo álbum de trabalho “El Mal Querer“, fez exatamente isto e deixou boquiaberto quem nunca imaginou que a combinação do Pop como ritmo quente espanhol, poderia de fato funcionar. Atingindo um status de musa espanhola, a cantora chamou atenção por trabalhar de uma maneira peculiar, separando as faixas deste projeto em capítulos.

A ideia foi inspirado por “Flamenca”, um livro do século 13 sobre uma mulher presa por seu noivo ciumento. Cada uma das 11 músicas desta colaboração com o produtor El Guincho, serve como um capítulo sobre um relacionamento já condenado.

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The Carters – Everything is Love

Se em “Lemonade” e “4:44”, Beyoncé e JAY-Z surpreenderam o grande público ao explicitar seus erros em um relacionamento que se mostrava perfeito diante das câmeras, “Everything is Love” é o ponto final de uma atribulada reconciliação que mais uma vez, através da arte, atingiu seu objetivo. Contendo nove faixas, a saga que funcionou como uma espécie de terapia de casal, deu um passo a frente e desconstruiu toda e qualquer visão que tínhamos sobre a situação vivenciada pelos dois.

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Kids See Ghosts – Kids See Ghosts

A aguardada colaboração entre os rappers Kid Cudi e Kanye West, finalmente aconteceu este ano. Sob o nome de Kids See Ghosts, a dupla idealizou um projeto que indo além do cenário do hip-hop, materializou novos tipos de horizontes sonoros para o gênero. Genuinamente, este é um dos trabalhos mais intensos do duo, criando uma experiência digna de seu lugar ao sol.

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Seis cenas marcantes que o cinema proporcionou em 2018

Estamos em dezembro, último mês desse 2018. Até o momento, quase todos os filmes mais aguardados do ano já foram assistidos pelo o  público. Dito isso, pensamos em criar uma pequena listinha de algumas cenas que estão presentes nesses longas.

Não estamos definindo essas cenas como as melhores do ano. Fazer isso seria uma injustiça com filmes que ainda não assistimos, como “Suspiria“, de Luca Guadagnino e “A Favorita“, de Yorgos Lanthimos. Ao todo são seis cenas de longas que assistimos no decorrer do ano. De “Roma“, dirigido por Alfonso Cuarón a “O Primeiro Homem“, de Damien Chazelle.

Algumas das cenas não estão em vídeo por motivos de spoiler ou qualquer outro tipo de conteúdo inapropriado como a cena que citamos sobre “A Casa que Jack Construiu“, de Lars von Trier , então preferimos apenas utilizar fotos. Confira a lista!


1) Roma

Roma“, dirigido por Alfonso Cuarón, estreou no último dia 14, sexta-feria, na Netflix. É difícil apontar e dizer qual é a cena mais significativa do filme, já que “Roma” é significativo como um todo. A película é composta por cenas visualmente lindas. A cena da praia começa com um plano sequência guiando a protagonista do filme indo enfrentar mais um desafio que aparece em sua vida.

Cuarón consegue fazer o contraste perfeito de um local belo sendo palco de uma tragedia. A cena chega ser tão agoniante que toda a beleza do local acaba passando despercebida, no final, somos testemunhas de um desfecho tocante por tudo que Cleo, a protagonista, passou durante o filme. Nossa análise sobre “Roma” já está disponível e você pode lê-la clicando aqui.

2) Cold War

Cold War” é dirigido por “Pawel Pawlikowski“. O filme retrata uma história de amor entre duas pessoas apaixonadas de origens e temperamentos diferentes, que são fatalmente incompatíveis. O longa tem como pano de fundo a Guerra Fria dos anos 50. Pode se notar que a cena da dança ilustra muito bem o temperamento do casal. “Cold War” é uma verdadeira história de amor impossível em tempos impossíveis, no qual, o casal ainda encontrava tempo para alguma descontração.

3) O Primeiro Homem

A ida do homem a lua sempre vai ser questionada para algumas pessoas, para levantar mais ainda esse questionamento, Damien Chazelle decidiu nos agraciar com “O Primeiro Homem“, filme que aborda a primeira viagem lunar. A cena é uma imersão como um todo. Notamos como a chegada a lua é guiada tecnicamente.

Chazelle constrói tudo perfeitamente, uma sonoplastia do ambiente guiada com uma trilha sonora, porém, notasse quando a porta da nave se abre, todo o som que está acontecendo na cena é cortado por um silêncio imersivo de um local não habituado. Depois de alguns segundos tudo volta ao normal e os detalhes sonoros retornam.  Além disso, a cena deixa de ser um momento de admiração pela conquista de chegada a lua, a um instante de reflexão singular de Neil Armstrong vivido por Ryan Gosling. Confira nossa análise.

4) Mandy

Aqui decidimos não escolher uma cena, mas sim um compilado de alguns segundos do trabalho de  Nicolas Cage em “Mandy“, dirigido por Panos Cosmatos. “Mandy” se trata de uma jornada psicoespiritual. O filme estreou no inicio desse ano no festival de Sundance e foi aclamado justamente pela a performasse de Cage. Saiba mais sobre o filme aqui

5) A Casa Que Jack Construiu

Uma coisa é certa sobre “A Casa Que Jack Construiu“: Lars von Trier não perdoa quem não está acostumado em assistir seus filmes. O mais novo filme do diretor dinamarquês resume bem o seu estilo. Se acharmos que já vimos crueldade em o “Anticristo“, estamos enganados. Em “A Casa Que Jack Construiu“, Lars von Trier superou seu nível de crueldade na cena do piquenique. Os quesitos técnicos da cena acabam se tornando esquecíveis quando nela tem o protagonista portando um rifle e atirando contra crianças. A cena é chocante, e como arte, o cinema também é feito para chocar. Leia nossa análise.

6) Em Chamas

Em Chamas”, de Lee Chang-dong, semelhante em alguns pontos com “Uma Mulher para Dois“. Dois jovens estão competindo pelo amor de uma mulher. Eles estão no campo, sentados no quintal passando um baseado e ouvindo Miles Davis ao pôr do sol, quando a mulher de repente tira a blusa e começa a dançar, de frente para os campos, para o sol e diante do céu mais profundo. É isso, não há nada mais poético do que isso. “Em Chamas” é poético do início ao fim. Leia nossa análise.

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