Sem muitas novidades, “Crime Sem Saída” é uma surpresa agradável no ano para o gênero de ação

Chegamos em dezembro, época ideal para apontarmos e dizermos quais foram as produções que responderam bem as expectativas criadas em cima delas, quais foram as decepções e principalmente as surpresas que esse ano nos ofereceu. Dentro dessa última categoria, podemos considerar que “Crime Sem Saída“, dirigido por Brian Kirk e produzido por Anthony e Joe Russo é uma surpresa agradável! Não chega a ser o presente de natal desejado, mas um presente adorável que vai oferecer ação na medida certa.

Em “Crime Sem Saída“, Andre Davis (Chadwick Boseman) é um detetive que não vive um bom momento profissional por conta da sua conduta. Quando ele é acionado para capturar dois criminosos por toda a cidade de Nova York após eles assassinarem alguns tiras depois de um roubo mal sucedido, Davis vai descobrindo uma conspiração por trás desse caso no desenrolar da investigação. Quando a busca se intensifica, medidas extremas são tomadas para impedir que os assassinos escapem de Manhattan, pois as autoridades fecham todas as 21 pontes para impedir qualquer entrada ou saída da icônica ilha.

Com a direção dos irmãos Russos, obviamente que “Crime Sem Saída” ganharia mais atenção do público, justamente pelo o longa simbolizar  o mundo pós-Marvel depois de seu feito no grandioso “Vingadores: Ultimato“. Mas eles decidiram trabalhar apenas nos bastidores e deixar o primeiro filme da produtora deles, AGBO, nas mãos de Brian Kirk. O cineasta irlandês até tentou se desvencilhar de alguns estereótipos de filmes de policiais. Conseguiu em alguns fatores, mas seu filme acaba se tornando previsível quando o roteiro de Adam Mervis Matthew e Michael Carnahan começa a apontar uma conspiração na trama. 

O filme de Kirk mergulha na mesmice do personagem principal ser o melhor em tudo no que ele faz, inicialmente ele até conta com a ajuda da agente Frankie Burns (Sienna Miller), mas todos os holofotes estão voltados para Boseman, que faz com  que o seu personagem seja o ponto principal da história. Porém, chega a ser um alívio ver o criminoso negro vivido por Stephan James sendo perseguido por um detetive negro e não por um branco. 

O longa-metragem é bem ritmado, mas longe de ser original. Ele se arrisca em fazer uma crítica no sistema policial dos Estados Unidos, e tenho coragem em dizer que tal crítica serve para outros locais do mundo, principalmente o Brasil. De forma gradual, acompanhamos a imagem do policial desmoronando aos poucos, colocando a prova o caráter de quem mais deveria ser fiel a sociedade.

Em termos de ação, Kirk ignora colocar cenas de combate corpo a corpo e prefere dar ênfase as armas, que são muito bem utilizadas. Nota-se uma veracidade em cada morte, portanto, “Crime Sem Saída” se resume a isso, muita ação, uma reviravolta proposital que poderia trazer uma relevância para o filme, e que infelizmente não foi bem aprofundada. Além do mais, acaba desperdiçando nomes como o de J.K. Simmons

O longa-metragem é um bom thriller! Como já dito, não é uma grande surpresa, mas o filme de Bian Kirk cumpre seu dever em entreter. Por ser muito contido, não me arrisco a dizer que ele poderá ganhar uma continuação, mas admito que ter alguém como Chadwick Boseman desvendando crimes em uma franquia seria uma ideia para lá de interessante.


Marcus Barreto

Jornalista de bem com a vida, fã de esportes e cinema.

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