“Pinóquio”: Adaptação do cineasta italiano Matteo Garrone ganha novo trailer

Os últimos anos comprovam que as versões live-action dos clássicos de animação estão cada vez  mais ganhando forças. A Disney tem sido pioneira e tirando proveito, combinando o CGI de última geração com a nostalgia que existe nas pessoas. Já vimos filmes como “A Bela e a Fera“, “Cinderela“, “Alice no País das Maravilhas” e entre outros que comprovam o sucesso. Porém, a Disney não é o único estúdio que quer aproveitar esse momento positivo que os remakes de animações estão vivendo. O cineasta italiano, Matteo Garrone quer provar que também consegue mexer com esse sentimento de nostalgia das pessoas com a sua versão de “Pinóquio“.

Existia boatos que a Disney gostaria de ter sua própria versão de “Pinóquio“, porém o longa-metragem de Garrone está mais avançado e possivelmente pode ser lançado  a tempo para o natal. Como visto no trailer do filme, o cineasta italiano não está interessado em uma repetição excessivamente saturada e colorida do conto. Em vez disso, o filme parece combinar alguns efeitos visuais incríveis para trazer a história de um boneco de madeira que sonha em ser um menino de verdade. E como o diretor disse anteriormente, a versão dele não é apenas um filme infantil, mas é algo que vai ofuscar as linhas de alguns tons diferentes, incluindo o horror.

O Pinóquio, de Garrone, conta com Roberto Begnini como o criador de marionetes Geppetto. Ele ganha a companhia do jovem ator Federico Ielapi como o personagem principal.

Como já dito, “Pinóquio” está previsto para ser lançado nos cinemas italianos na época de Natal. No entanto, uma estreia mundial ainda não foi determinada.


Assista ao trailer!

 

“Homem-Aranha: Longe de Casa”: O epílogo que inicia o caminhar de uma nova era

Vingadores: Ultimato” foi o ponto final para algo “inédito” e bem sucedido na indústria cinematográfica. Considerado o suprassumo do universo de filmes da Marvel, a única coisa que todos nós sabíamos depois de sua exibição, era de que “Homem-Aranha: Longe de Casa“, seria um tipo de epílogo pós-Ultimato, retornando sob o comando de Jon Watts dois anos após ter dirigido “De volta ao lar“. 

Em “Longe de Casa” acompanhamos Peter Parker (Tom Holland), alter ego do homem-aranha, em suas férias pela Europa com sua turma do colégio. Tudo que ele deseja é ter um descanso da vida caótica de herói e finalmente conseguir conquistar seu interesse amoroso, MJ (Zendaya). Enquanto isso, surge um novo herói chamado Mistério, conhecido como Quentin Beck (Jake Gyllenhaal) que está combatendo criaturas que vem causando destruições em alguns pontos do continente europeu. Sabendo que Parker está na área, Nick Fury (Samuel L. Jackson) o convoca para ajudar na luta contra essas criaturas chamadas Elementals.

O filme de Watts responde rapidamente questões sobre o longa dos irmãos Russo, mas sem se aprofundar tanto. Com os principais mentores dos Vingadores mortos ou até mesmo aposentados, temos um planeta tentando se recuperar do estalo, que agora é chamado de blip. A narrativa criada por Watts está longe de ser baseada em qualquer história de origem do Homem-Aranha que aborde uma tragédia pessoal, como o caso de tio Ben, que nunca é pronunciado nessa nova fase do herói. Muito pelo o contrário, essa narrativa lida com sentimentos do tipo: incerteza, confiança e em quem e no que colocamos nossa fé.

Onde tudo poderia ser um drama de reabilitação da terra, “Longe de Casa” trabalha com os acontecimentos da forma mais leve e engraçada possível, mas por trás de todas as piadas divertidas, ainda conseguimos notar que a terra permanece desconcertada e a procura de um novo Homem de Ferro. Parker está no meio disso tudo querendo fugir da responsabilidade que seus poderes o obrigam a ter.

Homem-Aranha: Longe de Casa” pode ser considerado uma comédia adolescente embutida em um filme de herói. Todos os momento de Parker com a turma e principalmente com o seu amigo Ned Leeds (Jacob Batalon) são hilários. – Alguém pode fazer um filme de comédia com Batalon e Holland? Que química existe entre esses dois! Além de todo o humor envolvido, a projeção está cheio de reviravoltas ao redor de Mistério, um personagem que assim como seu nome, se torna uma incógnita para narrativa. No entanto, seus poderes de hipnotismo e truques de ilusão são bem empregados e nos põe na situação de discutir o que é real ou não.

A era de notícias falsas também são discutidas por aqui, algo que causa surpresa ao ver um filme do Homem-Aranha falar sobre o tema, mesmo que seja de uma forma superficial, mas o roteiro da dupla Chris McKenna e Erik Sommers é tão rico que arrasta toda essa discussão do que é verídico para a cena pós-crédito. Que por sinal é um deleite para fãs discutirem e criarem suas teorias.

Em relação a continuidade do mundo criado pela Marvel, o que era para ser um filme leve, sem nenhum tipo carga dramática, “Longe de Casa” do seu meio para o final ganha uma relevância dentro do universo de filmes. Primeiro, fica bem nítido quem vai tomar as rédeas dos novos vingadores, basta Disney e Sony se entenderem contratualmente. Segundo, no decorrer do longa existem descobertas, revelações e até mesmo aparições para deixar o público de boca aberta. Sem falar que mais uma vez nesse mundo de heróis não existem falhas. Tudo está amarrado. Os flashbacks revisitando projeções anteriores é prova disso.

“Homem-Aranha: Longe de Casa” é consistente quando aborda insegurança no seu protagonista, mas mesmo assim não deixa de entregar a graça que existe em qualquer filme da Marvel e a ação que sempre queremos. Além de tudo, o filme entrega aquele romantismo tipico de adolescente, bem desajeitado.

Claro, existem queixas a serem feitas ao filme. Como em relação há alguns personagens. May, de Marisa Tomei continua sendo a cobiçada do universo, mas acho que finalmente essa piada chegou ao seu fim graças a Happy, personagem de Jon Fravreu, que em alguns momentos serve de mentor e figura paterna para Peter. Já MJ, que sempre causa duvidas em quem ela é de verdade, Michelle Jones ou Mary Jane, continua sem graça com aquele sarcasmo que possui. Gyllenhaal parece ter captado rapidamente o tom do Mistério, que sofreu algumas alterações em sua origem, mas são bem aceitáveis. 

Aquele famoso e velho dilema, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades” que estamos cansados de ouvir não é dito, mas parece que a todo momento o personagem vive situações que remete ele. Há instantes que essas situações chegam a ser repetitivas, mas no arco final  do filme notamos que toda essa repetição serve de escalada de amadurecimento para o protagonista. 

Para finalizar, “Homem-Aranha:Longe de Casa” é uma reunião bem sucedida de temas que estão em volta da vida de um adolescente, onde Peter Parker se sai muito bem. Você pode até ser receoso em relação a fórmula Marvel, que também está presente na direção de Watts, mas sem dúvidas é ela que torna qualquer longa-metragem do estúdio agradável e que nos deixam com uma sensação boa ao sair da sala de cinema.

“X-Men: Fênix Negra” e o fim de uma era

A franquia X-Men pode ser considerada a pioneira para que a epidemia de filmes baseados em quadrinhos de heróis se tornasse algo sustentável. Porém,  se tem um universo cinematográfico que sofreu em termos de qualidades, foi o dos mutantes. “X-Men: Fênix Negra“, uma saga conhecida e importante mundialmente ganha sua segunda adaptação no cinema, dessa vez dirigida pelo o estreante Simon Kinberg. De imediato, posso dizer que o filme é uma surpresa, mas vamos por partes.

A principio, sem nenhuma novidade, esse é o arco que conta a evolução de Jean Grey (Sophie Turner) no momento em que ela passa a obter poderes além dos que ela já tem, o tornando uma vilã. O filme começa no instante em que Jean, ainda criança, sofre uma perda dolorosa por motivos de não saber controlar seu poderes, logo em seguida ela encontra o professor Xavier (James McAvoy) convidando-a para se integrar a escola de mutantes. 

A projeção passa por um salto no tempo e nos deparamos com a equipe formada por Ciclope (Tye Sheridan), Tempestade (Alexandra Shipp), Mística (Jennifer Lawrence), Fera (Nicholas Hoult), Mercúrio (Evan Peters), Noturno (Kodi Smit-McPhee) e lógico, Jean Grey. Eles se preparam para uma missão de resgate no espaço, e por algumas complicações, Jean acaba sendo atingida por uma força que a transforma em uma mutante forte e incontrolável.

X-Men: Fênix Negra” marca o fim de uma era para os mutantes no cinema. Apesar de sabermos que esses personagens tiveram uma trajetória para chegar até esse filme, não existe nenhum tipo de consequência pesada com outros projetos da franquia. A dedução que temos é a de que finalmente – até um certo ponto – os mutantes vivem em paz e são aceitos dentro uma sociedade na qual não eram bem-vindos. 

Por ser o fim, Kinberg tem que resolver questões de alguns personagens. Um deles é a Mística, que durante todo o desenvolvimento da franquia ela era jugada pelo excesso de protagonismo que teve durante os filmes. O protagonismo é entendível pela personagem ser feita por Jeniffer Lawrence. Em “X-Men: Fênix Negra” não existe isso, sua participação é contida, porém, serve como deleite para as mulheres em termos de representatividade no momento que Mística sugere a mudança  do nome da equipe  para X-Woman.

O longa segue o caminho de “Capitã Marvel” e “Vingadores: Ultimato“. Ambos deram destaques para as mulheres, porém aqui existe uma diferença. No embate de qualquer filme estamos acostumados em ver homem contra homem ou homem contra mulher, mas aqui vemos mulher contra mulher. Apesar da Fênix Negra enfrentar os homens que fazem parte da equipe dos X-Men, um dos principais confrontos envolve duas mulheres. Uma delas é Lilandra Neramani, majestrix do império Shi’ar, vivida por Jessica Chastain, que se encontra mais imponente do que nunca.

O roteiro, escrito pelo o próprio Kinberg, que é conhecido por roteirizar uma enxurrada de filmes do gênero, não é algo magnifico. Ele acerta ao introduzir Magneto (Michael Fassbender) de forma orgânica, porém Grey é tão poderosa que não sabe o que fazer com os poderes, se ela é do bem ou se torna do mal de uma vez. A indecisão da personagem é o ponto negativo do filme. Inclusive, a maneira de ser influenciada facilmente a torna desinteressante.

A trilha sonora de Hans Zimmer dita o ritmo do filme, principalmente nas cenas de ação. No qual, há uma muito boa que acontece dentro de um trem. É uma cena que reúne todos os X-Men e mescla muito bem o momento de cada um na cena durante um confronto. 

Se pensarmos em “X-Men: Fênix Negra” como um filme de um arco fechado, ele funciona bem, até para quem não acompanhou os últimos filmes da franquia. Já como um todo, o filme dirigido por Simon Kinberg é mais do mesmo como os outros que antecedem esse. O diretor até acende uma chama no coração do fã dos mutantes com alguns momentos que podemos ver que ele tirou das animações, mas se tratando dos X-Men no cinema, é uma franquia bastante desgastada que definitivamente vai tomar um novo rumo nas mãos da Disney. 

Trailer: A super-família Pera está de volta em “Os Incríveis 2”

Quase quinze anos se passaram para uma continuação de “Os Incríveis”, e talvez não haja um momento melhor do que esse para a animação da Pixar regressar. Isso se refere ao clima atual onde os filmes de super-heróis possuem sua relevância.

Com as vozes de Craig T. Nelson, Holly Hunter, Sarah Vowell, Huck Milner, Samuel L. Jackson, Brad Bird, Bob Odenkirk, Catherine Keener, Jonathan Banks, Sophia Bush e Isabella Rossellini, o novo filme retornará imediatamente de onde o primeiro parou, focando no Sr. Incrível cuidando das tarefas de casa.

Em “Os Incríveis 2” a mulher- elástica é convocada para liderar uma missão, enquanto o Sr. Incrível vive no dia a dia da vida normal cuidando dos filhos Violeta, Flecha e o bebê Zezé, que tem seus superpoderes despertando.

Escrito e dirigido por Brad Bird, “Os Incríveis 2” tem lançamento previsto para 28 de junho de 2018.

Online Shopping in BangladeshCheap Hotels in Bangladesh